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A psoríase é uma condição cercada por muitos mitos e equívocos que podem afetar tanto o entendimento da doença quanto a forma como as pessoas que a têm são tratadas. Vamos esclarecer algumas das principais falsas crenças sobre a psoríase.

 

 Mito 1: Psoríase é contagiosa.

- Verdade: A psoríase não é contagiosa. Não se pode pegar psoríase ao tocar em alguém que tenha a doença ou ao compartilhar objetos pessoais. A psoríase é uma condição autoimune, onde o sistema imunológico ataca por engano as células saudáveis da pele, causando inflamação e a formação das lesões características.

 

 Mito 2: Psoríase é uma simples erupção cutânea.

- Verdade: A psoríase vai muito além de uma simples erupção cutânea. É uma doença crônica e autoimune que pode ter impacto profundo na qualidade de vida do paciente. Em casos graves, pode levar a complicações como artrite psoriásica, uma forma dolorosa de inflamação articular.

 

 Mito 3: A psoríase é causada por má higiene.

- Verdade: A psoríase não é causada por falta de higiene ou limpeza inadequada. Trata-se de uma condição genética e imunológica. Fatores como estresse, infecções, ou lesões na pele podem desencadear ou agravar os sintomas, mas a higiene pessoal não tem influência no desenvolvimento da doença.

 

 Mito 4: A psoríase afeta apenas a pele.

- Verdade: Embora a psoríase seja mais visível na pele, ela pode afetar outras partes do corpo, incluindo as articulações (artrite psoriásica), unhas e até mesmo a saúde mental, causando ansiedade e depressão. A condição pode ser sistêmica, impactando a saúde geral do paciente.

 

 Mito 5: Todos os tratamentos funcionam para todos os pacientes.

- Verdade: Não existe um tratamento único que funcione para todos os pacientes com psoríase. A eficácia dos tratamentos pode variar de pessoa para pessoa, e o que funciona para um pode não funcionar para outro. O tratamento geralmente é personalizado, e pode ser necessário tentar várias opções antes de encontrar o que melhor controla a condição.

 

 Mito 6: Psoríase é uma doença rara.

- Verdade: A psoríase é mais comum do que muitas pessoas imaginam. Estima-se que cerca de 2 a 3% da população mundial tenha algum tipo de psoríase. No Brasil, milhões de pessoas convivem com a doença.

 

 Mito 7: A psoríase só aparece em adultos.

- Verdade: A psoríase pode se manifestar em qualquer idade, incluindo em crianças. Embora seja mais comum o início na fase adulta, a condição também pode surgir durante a infância ou adolescência.

 

 Mito 8: Pessoas com psoríase não devem se expor ao sol.

- Verdade: A exposição controlada ao sol pode, na verdade, ser benéfica para muitas pessoas com psoríase, já que os raios ultravioleta ajudam a reduzir a inflamação e desacelerar o crescimento excessivo das células da pele. No entanto, é importante evitar queimaduras solares, que podem agravar a psoríase.

 

 Mito 9: Psoríase sempre se apresenta da mesma forma.

- Verdade: A psoríase pode se manifestar de maneiras muito diferentes, variando de placas espessas e escamosas a pequenas lesões puntiformes, e pode aparecer em qualquer parte do corpo. Existem vários tipos de psoríase, como psoríase em placas, guttata, invertida, pustulosa, e eritrodérmica, cada uma com características distintas.

 

 Mito 10: A psoríase é apenas uma condição estética.

- Verdade: A psoríase não é apenas um problema estético. Ela pode causar dor, desconforto, e problemas emocionais significativos. Além disso, a artrite psoriásica, uma complicação da psoríase, pode causar danos articulares permanentes se não for tratada adequadamente.

 

 Conclusão

Desmistificar a psoríase é fundamental para melhorar a compreensão e o tratamento da doença, além de reduzir o estigma associado a ela. A educação e a conscientização são essenciais para apoiar aqueles que convivem com a psoríase, garantindo que recebam o respeito e os cuidados necessários.

O diagnóstico da psoríase é feito principalmente por um dermatologista com base na análise clínica das lesões de pele. O processo de diagnóstico inclui várias etapas:

1. Anamnese

  • Histórico médico: O médico começa com uma conversa detalhada sobre o histórico médico do paciente, incluindo a presença de sintomas atuais, histórico familiar de psoríase ou outras doenças autoimunes, e possíveis fatores desencadeantes, como estresse, infecções, ou uso de medicamentos.
  • Sintomas: O paciente descreve os sintomas, como prurido, dor, e a presença de lesões na pele e unhas, além de qualquer alteração nas articulações (no caso de artrite psoriásica).

2. Exame Físico

  • Inspeção visual da pele: O médico examina as lesões na pele, buscando características típicas da psoríase, como placas vermelhas com escamas prateadas, pústulas ou áreas de pele lisa e inflamada (no caso da psoríase invertida).
  • Exame das unhas: Em casos onde há suspeita de psoríase ungueal, o médico examina as unhas para identificar alterações características, como onicólise, formação de sulcos, e espessamento.
  • Avaliação das articulações: Se houver dor nas articulações, o médico pode examinar áreas como mãos, pés, joelhos e coluna para sinais de artrite psoriásica.

3. Biópsia de Pele

  • Em alguns casos, especialmente quando o diagnóstico não é claro, o médico pode realizar uma biópsia de pele. Este procedimento envolve a remoção de uma pequena amostra de pele afetada, que é então examinada ao microscópio. A biópsia pode ajudar a confirmar o diagnóstico e a excluir outras condições que podem causar sintomas semelhantes, como dermatite, eczema ou infecções fúngicas.

4. Exames Complementares

  • Exames de sangue: Embora não sejam necessários para o diagnóstico da psoríase em si, exames de sangue podem ser solicitados para descartar outras condições, como infecções ou doenças autoimunes, e para avaliar a função geral do corpo, especialmente se o paciente apresentar sintomas sistêmicos.
  • Exames de imagem: Se houver suspeita de artrite psoriásica, o médico pode solicitar raios-X, ultrassonografias ou ressonâncias magnéticas das articulações para avaliar o grau de inflamação e dano articular.

5. Diagnóstico Diferencial

  • A psoríase pode ser confundida com outras condições de pele, como dermatite seborréica, líquen plano, pitiríase rósea, ou eczema. O diagnóstico diferencial é essencial para garantir que o tratamento adequado seja iniciado.

O diagnóstico precoce e preciso da psoríase é importante para iniciar o tratamento adequado, aliviar os sintomas, e prevenir complicações, como a artrite psoriásica. Uma vez diagnosticada, o acompanhamento regular com um dermatologista é essencial para o manejo eficaz da condição.

Viver com psoríase pode ser desafiador, mas com estratégias adequadas é possível melhorar significativamente a qualidade de vida e controlar os sintomas de forma eficaz. Abaixo estão várias dicas e orientações que podem ajudar no manejo diário da condição.


1. Cuidados com a Pele

Manter a pele saudável é essencial para controlar os sintomas da psoríase e prevenir surtos.

a. Hidratação Regular

  • Use hidratantes adequados: Aplique cremes e loções hidratantes diariamente para manter a pele macia e prevenir o ressecamento e a descamação. Produtos à base de emolientes pesados, como vaselina ou cremes contendo ceramidas, são especialmente benéficos.
  • Aplique após o banho: Hidrate a pele imediatamente após o banho, quando ainda está úmida, para selar a umidade.
  • Evite produtos irritantes: Escolha produtos sem fragrâncias, corantes ou álcool, que podem irritar a pele e desencadear surtos.

b. Banhos Adequados

  • Use água morna, não quente: Banhos quentes podem ressecar a pele e agravar os sintomas.
  • Adicione óleos ou sais: Óleos de banho ou sais de Epsom podem ajudar a suavizar as escamas e aliviar a coceira.
  • Limite a duração: Mantenha os banhos curtos, entre 10 a 15 minutos.

c. Exposição Solar Controlada

  • Benefícios do sol: A exposição moderada ao sol pode ajudar a reduzir as lesões de psoríase devido aos efeitos anti-inflamatórios da luz UV.
  • Proteção adequada: Evite exposição excessiva e use protetor solar nas áreas não afetadas para prevenir queimaduras solares, que podem piorar a psoríase (fenômeno de Koebner).
  • Consulte seu médico: Discuta com seu dermatologista o tempo e a frequência adequados de exposição solar.

d. Evite Lesões na Pele

  • Seja cuidadoso: Pequenas lesões como cortes, arranhões ou picadas de insetos podem desencadear novas lesões de psoríase.
  • Proteção da pele: Use equipamentos de proteção ao realizar atividades que possam causar lesões e trate imediatamente qualquer dano à pele.

2. Alimentação Saudável

Embora não haja uma dieta específica para a psoríase, certos alimentos podem influenciar na inflamação e na saúde geral.

a. Dieta Anti-inflamatória

  • Consuma alimentos ricos em ômega-3: Peixes gordurosos (salmão, sardinha), sementes de linhaça e nozes podem ajudar a reduzir a inflamação.
  • Frutas e vegetais: Inclua uma variedade de frutas e vegetais coloridos ricos em antioxidantes que combatem a inflamação.
  • Grãos integrais: Opte por grãos integrais em vez de refinados para melhorar a saúde digestiva e reduzir a inflamação.

b. Evite Alimentos Inflamatórios

  • Reduza o consumo de álcool: O álcool pode desencadear ou piorar os sintomas da psoríase.
  • Limite alimentos processados: Alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcares e carboidratos refinados podem aumentar a inflamação.
  • Evite glúten se necessário: Algumas pessoas com psoríase podem ser sensíveis ao glúten; considere testes de sensibilidade ou eliminação gradual sob orientação médica.

c. Manutenção de Peso Saudável

  • Controle do peso: O excesso de peso pode agravar a psoríase e reduzir a eficácia dos tratamentos. Adote hábitos alimentares saudáveis e pratique atividade física regular.

3. Gestão do Estresse

O estresse é um conhecido desencadeador de surtos de psoríase. Gerenciar o estresse pode ajudar a controlar os sintomas.

a. Técnicas de Relaxamento

  • Meditação e mindfulness: Práticas que promovem a atenção plena podem ajudar a reduzir o estresse e melhorar a resposta do corpo à inflamação.
  • Yoga e tai chi: Essas atividades combinam movimento físico com técnicas de respiração e meditação.
  • Respiração profunda e exercícios de relaxamento: Práticas simples que podem ser feitas diariamente para diminuir a tensão.

b. Planejamento e Organização

  • Gerencie seu tempo: Organize suas tarefas para evitar sobrecarga e ansiedade.
  • Estabeleça prioridades: Concentre-se nas tarefas mais importantes e delegue quando possível.

c. Terapia e Aconselhamento

  • Procure apoio profissional: Psicólogos ou terapeutas podem ajudar a desenvolver estratégias de enfrentamento eficazes para o estresse e as emoções relacionadas à psoríase.
  • Grupos de apoio: Participar de grupos de apoio permite compartilhar experiências e obter suporte de pessoas que enfrentam desafios similares.

4. Hábitos de Vida Saudáveis

Adotar um estilo de vida saudável pode contribuir significativamente para o controle da psoríase.

a. Exercício Físico Regular

  • Benefícios gerais: O exercício ajuda a reduzir a inflamação, melhora o humor e promove a saúde cardiovascular.
  • Escolha atividades adequadas: Opte por exercícios que sejam confortáveis e evitem irritar a pele, como caminhada, natação ou ciclismo.
  • Consistência: Pratique atividade física regularmente, adaptando a intensidade conforme necessário.

b. Evitar Tabagismo e Álcool Excessivo

  • Tabagismo: Fumar pode piorar a psoríase e está associado a um aumento na gravidade da doença.
  • Álcool: O consumo excessivo de álcool pode desencadear surtos e interferir nos tratamentos.

c. Sono Adequado

  • Priorize o descanso: Dormir de 7 a 9 horas por noite ajuda na recuperação do corpo e na redução do estresse.
  • Higiene do sono: Mantenha uma rotina de sono consistente e um ambiente propício ao descanso.

5. Apoio Emocional e Social

O suporte adequado é fundamental para lidar com os desafios emocionais associados à psoríase.

a. Compartilhamento de Experiências

  • Converse com amigos e familiares: Explique sua condição e como ela afeta sua vida, promovendo compreensão e apoio.
  • Participe de comunidades: Grupos online ou presenciais podem oferecer suporte emocional e informações úteis.

b. Autoestima e Confiança

  • Pratique a autoaceitação: Reconheça que a psoríase é apenas uma parte de quem você é e não define sua identidade.
  • Desenvolva atividades prazerosas: Envolva-se em hobbies e atividades que tragam alegria e satisfação.

c. Busque Ajuda Profissional quando Necessário

  • Terapia psicológica: Profissionais podem ajudar a lidar com sentimentos de depressão, ansiedade ou isolamento.
  • Consultas regulares: Mantenha contato com seu dermatologista e outros profissionais de saúde para suporte contínuo.

6. Vestuário Adequado

Escolher roupas apropriadas pode ajudar a reduzir o desconforto e proteger a pele.

a. Tecidos Confortáveis

  • Use materiais suaves: Opte por tecidos naturais como algodão, que são suaves e permitem que a pele respire.
  • Evite roupas apertadas: Roupas justas podem irritar a pele e causar atrito nas lesões.

b. Proteção contra o Clima

  • Clima frio: Vista-se em camadas para manter a pele aquecida e prevenir o ressecamento.
  • Clima quente: Use roupas leves e respiráveis para minimizar a transpiração e o desconforto.

7. Gestão de Gatilhos

Identificar e gerenciar os fatores que desencadeiam surtos é crucial no controle da psoríase.

a. Identificação de Gatilhos Pessoais

  • Mantenha um diário: Registre seus sintomas e possíveis fatores desencadeantes, como alimentos, eventos estressantes ou condições climáticas.
  • Observe padrões: Identifique correlações entre atividades ou exposições específicas e o aparecimento de surtos.

b. Evite Infecções e Doenças

  • Cuide da saúde geral: Pratique boa higiene, mantenha as vacinas em dia e procure tratamento imediato para infecções, que podem desencadear ou agravar a psoríase.

c. Cuidado com Medicamentos

  • Consulte seu médico: Alguns medicamentos podem piorar a psoríase. Sempre informe seu médico sobre sua condição ao receber novas prescrições.

8. Monitoramento e Acompanhamento Médico

O acompanhamento contínuo com profissionais de saúde é fundamental para o manejo eficaz da psoríase.

a. Consultas Regulares

  • Visite seu dermatologista regularmente: Isso permite ajustes no tratamento conforme necessário e monitora a eficácia das terapias.

b. Adesão ao Tratamento

  • Siga as orientações médicas: Use os medicamentos conforme prescrito e informe seu médico sobre quaisquer efeitos colaterais ou preocupações.

c. Atualização sobre Novos Tratamentos

  • Esteja informado: Mantenha-se atualizado sobre novos tratamentos e terapias disponíveis que podem ser adequados ao seu caso.

d. Avaliação de Comorbidades

  • Monitore outras condições de saúde: A psoríase pode estar associada a outras doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares e depressão. Realize exames regulares para detectar e tratar essas condições precocemente.

Conclusão

Gerenciar a psoríase de forma eficaz requer uma abordagem holística que engloba cuidados físicos, emocionais e sociais. Ao implementar essas dicas no seu dia a dia, você pode reduzir a frequência e a gravidade dos surtos, melhorar o conforto e promover uma melhor qualidade de vida. Lembre-se de que cada indivíduo é único, e é importante trabalhar em conjunto com profissionais de saúde para desenvolver um plano de manejo personalizado que atenda às suas necessidades específicas.

O que é?

Psoríase e uma doença da pele relativamente comum, crônica e não contagiosa. É cíclica, ou seja, apresenta sintomas que desaparecem e reaparecem periodicamente.  É uma doença autoinflamatória da pele, na qual por predisposição genética, junto com fatores ambientais ou de comportamento, causam o aparecimento de lesões avermelhadas e que descamam na pele. Acredita-se que ela se desenvolve quando os linfócitos T (células responsáveis pela defesa do organismo) liberam substâncias inflamatórias que promovem dilatação dos vasos sanguíneos e dirigem outras células do sistema de defesa para pele, como neutrófilos. Este processo de ataque inflamatório à pele faz com que esta responda acelerando sua proliferação, o que resulta na descamação observada nas lesões. Normalmente, essa cadeia só é quebrada com tratamento. É importante ressaltar: a doença não é contagiosa e o contato com pacientes não precisa ser evitado.   Em até 30% dos pacientes, inflamação similar pode acontecer nas articulações, levando à artrite psoriásica, outra manifestação da doença.  Também existe associação de psoríase com doenças cardiometabólicas, doenças gastrointestinais, diversos tipos de cânceres e distúrbios do humor, o que diminui a qualidade de vida do paciente e pode também, dependendo da gravidade, diminuir a expectativa de vida, se não tratada. O mesmo processo de autoinflamação que causa lesões na pele e articulações parece ser o responsável pelo aparecimento destas comorbidades.

Psoríase: Definição, Tipos e Causas

Definição:
A psoríase é uma doença autoimune crônica que se manifesta principalmente na pele. Caracteriza-se pela aceleração do ciclo de vida das células da pele, levando ao acúmulo de células na superfície, formando escamas e manchas vermelhas que podem ser dolorosas e pruriginosas (coceira). Embora seja uma condição de longo prazo, os sintomas podem variar em intensidade, com períodos de remissão e exacerbação.

Tipos de Psoríase:
1. Psoríase em Placas: É o tipo mais comum, caracterizada por placas de pele vermelha cobertas por escamas prateadas. As áreas mais afetadas incluem o couro cabeludo, joelhos, cotovelos e parte inferior das costas.

2. Psoríase Guttata: Geralmente afeta crianças e jovens adultos. Aparece em forma de pequenas lesões pontilhadas de cor rosa. Pode ser desencadeada por infecções bacterianas, como a faringite estreptocócica.

3. Psoríase Invertida: Manifesta-se em áreas de dobras cutâneas, como axilas, virilhas e debaixo dos seios. As lesões são lisas, inflamadas e sem escamas.

4. Psoríase Pustulosa: Caracteriza-se por lesões vermelhas com pus e pode ser limitada a áreas pequenas, como as mãos e pés, ou espalhar-se por todo o corpo.

5. Psoríase Eritrodérmica: É a forma mais rara e grave. Causa vermelhidão e descamação intensas em todo o corpo, podendo levar a complicações graves.

6. Psoríase Ungueal: Afeta as unhas, causando descoloração, formação de sulcos e espessamento. Pode ser confundida com infecções fúngicas.

7. Psoríase Artropática (Artrite Psoriásica): Acompanha a inflamação das articulações, causando dor e rigidez, similar à artrite reumatoide.

Causas:
A psoríase é uma doença multifatorial, com causas exatas ainda não completamente entendidas, mas geralmente inclui uma combinação de fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Entre as principais causas e fatores desencadeantes estão:

1. Fatores Genéticos: Existe uma predisposição genética para a psoríase, com cerca de 30% das pessoas com psoríase tendo um parente de primeiro grau com a doença.

2. Disfunção do Sistema Imunológico: A psoríase é considerada uma doença autoimune, onde o sistema imunológico ataca por engano células saudáveis da pele, acelerando o ciclo de renovação celular.

3. Fatores Ambientais: Estresse, lesões cutâneas (fenômeno de Koebner), infecções (como a estreptocócica), consumo de álcool, tabagismo e certos medicamentos podem desencadear ou agravar a psoríase.

4. Clima: O frio tende a piorar os sintomas, enquanto o clima quente e a exposição ao sol podem aliviar.

A psoríase não tem cura, mas existem diversos tratamentos disponíveis para controlar os sintomas, desde tópicos (cremes e pomadas) até terapias sistêmicas (medicações orais e biológicos). O manejo da doença é essencial para melhorar a qualidade de vida dos afetados.

 

A psoríase pode se manifestar de diferentes maneiras, dependendo do tipo e da gravidade da condição. Os sintomas variam de pessoa para pessoa e podem surgir em diferentes áreas do corpo.

Sintomas Gerais
1. Placas de Pele Vermelha e Escamosa:
   - As áreas mais comuns afetadas são os cotovelos, joelhos, couro cabeludo, parte inferior das costas, e, em alguns casos, pode afetar todo o corpo.
   - As lesões geralmente são cobertas por uma camada de escamas prateadas ou esbranquiçadas, que se soltam facilmente. Essas escamas são o resultado da rápida produção de células da pele.

2. Prurido e Queimação:
   - A coceira pode variar de leve a intensa. Em alguns casos, a coceira e a queimação podem ser tão severas que interferem no sono e nas atividades diárias.
   - A pele também pode apresentar sensação de queimação ou dor ao redor das lesões.

3. Pele Ressecada e Rachada:
   - A pele nas áreas afetadas pode ficar extremamente seca e rachada, às vezes resultando em sangramentos.

4. Alterações nas Unhas:
   - A psoríase pode causar várias mudanças nas unhas, incluindo descoloração, formação de sulcos, espessamento, e separação da unha do leito ungueal (onicólise). As unhas também podem desenvolver manchas ou depressões puntiformes.

5. Dor nas Articulações:
   - Quando a psoríase está associada à artrite psoriásica, as articulações podem ficar doloridas, rígidas e inchadas, especialmente nas mãos, pés, joelhos e coluna.

6. Fenômeno de Koebner:
   - Lesões podem aparecer em áreas de trauma na pele, como cortes, arranhões, queimaduras solares ou até mesmo tatuagens. Esse fenômeno é conhecido como o Fenômeno de Koebner.

Sintomas por Tipo de Psoríase
1. Psoríase em Placas:
   - Placas secas, elevadas, de cor vermelha ou rosada, com escamas prateadas.
   - As lesões são frequentemente simétricas e podem coalescer, formando grandes áreas afetadas.

2. Psoríase Guttata:
   - Pequenas lesões em forma de gotas, geralmente espalhadas pelo tronco e membros.
   - Frequentemente surge após uma infecção estreptocócica e pode regredir espontaneamente.

3. Psoríase Invertida:
   - Lesões vermelhas, lisas, sem escamas, localizadas em áreas de dobras cutâneas (virilhas, axilas, debaixo dos seios).
   - A pele nessas áreas pode ficar irritada e dolorida, especialmente em climas quentes e úmidos.

4. Psoríase Pustulosa:
   - Lesões vermelhas com pus (pústulas), frequentemente localizadas nas mãos e pés.
   - As pústulas podem secar e formar crostas marrons.

5. Psoríase Eritrodérmica:
   - Vermelhidão e descamação intensas que afetam grandes áreas do corpo, podendo causar dor intensa e desconforto.
   - A pele pode parecer queimada, e a pessoa pode sentir febre e arrepios. É uma forma grave que requer atenção médica urgente.

6. Psoríase Ungueal:
   - Unhas amareladas ou acastanhadas, descolamento da unha do leito ungueal, espessamento, e formação de pequenos buracos na superfície das unhas.
   - As unhas podem se desintegrar ou desmoronar.

7. Artrite Psoriásica:
   - Dor nas articulações, rigidez matinal, e inflamação que pode afetar qualquer articulação.
   - Pode causar deformidade articular e, em casos graves, levar à incapacidade.

Impacto Emocional e Qualidade de Vida
Além dos sintomas físicos, a psoríase pode ter um impacto significativo na saúde emocional e na qualidade de vida. O desconforto, a dor, e o estigma social associado às lesões visíveis podem levar a problemas como ansiedade, depressão, e isolamento social.

Esses sintomas e seu impacto variam, e o manejo eficaz da psoríase frequentemente envolve não apenas o tratamento dos sintomas físicos, mas também o suporte emocional e psicológico.