O que é?
Psoríase e uma doença da pele relativamente comum, crônica e não contagiosa. É cíclica, ou seja, apresenta sintomas que desaparecem e reaparecem periodicamente. É uma doença autoinflamatória da pele, na qual por predisposição genética, junto com fatores ambientais ou de comportamento, causam o aparecimento de lesões avermelhadas e que descamam na pele. Acredita-se que ela se desenvolve quando os linfócitos T (células responsáveis pela defesa do organismo) liberam substâncias inflamatórias que promovem dilatação dos vasos sanguíneos e dirigem outras células do sistema de defesa para pele, como neutrófilos. Este processo de ataque inflamatório à pele faz com que esta responda acelerando sua proliferação, o que resulta na descamação observada nas lesões. Normalmente, essa cadeia só é quebrada com tratamento. É importante ressaltar: a doença não é contagiosa e o contato com pacientes não precisa ser evitado. Em até 30% dos pacientes, inflamação similar pode acontecer nas articulações, levando à artrite psoriásica, outra manifestação da doença. Também existe associação de psoríase com doenças cardiometabólicas, doenças gastrointestinais, diversos tipos de cânceres e distúrbios do humor, o que diminui a qualidade de vida do paciente e pode também, dependendo da gravidade, diminuir a expectativa de vida, se não tratada. O mesmo processo de autoinflamação que causa lesões na pele e articulações parece ser o responsável pelo aparecimento destas comorbidades.
Psoríase: Definição, Tipos e Causas
Definição:
A psoríase é uma doença autoimune crônica que se manifesta principalmente na pele. Caracteriza-se pela aceleração do ciclo de vida das células da pele, levando ao acúmulo de células na superfície, formando escamas e manchas vermelhas que podem ser dolorosas e pruriginosas (coceira). Embora seja uma condição de longo prazo, os sintomas podem variar em intensidade, com períodos de remissão e exacerbação.
Tipos de Psoríase:
1. Psoríase em Placas: É o tipo mais comum, caracterizada por placas de pele vermelha cobertas por escamas prateadas. As áreas mais afetadas incluem o couro cabeludo, joelhos, cotovelos e parte inferior das costas.
2. Psoríase Guttata: Geralmente afeta crianças e jovens adultos. Aparece em forma de pequenas lesões pontilhadas de cor rosa. Pode ser desencadeada por infecções bacterianas, como a faringite estreptocócica.
3. Psoríase Invertida: Manifesta-se em áreas de dobras cutâneas, como axilas, virilhas e debaixo dos seios. As lesões são lisas, inflamadas e sem escamas.
4. Psoríase Pustulosa: Caracteriza-se por lesões vermelhas com pus e pode ser limitada a áreas pequenas, como as mãos e pés, ou espalhar-se por todo o corpo.
5. Psoríase Eritrodérmica: É a forma mais rara e grave. Causa vermelhidão e descamação intensas em todo o corpo, podendo levar a complicações graves.
6. Psoríase Ungueal: Afeta as unhas, causando descoloração, formação de sulcos e espessamento. Pode ser confundida com infecções fúngicas.
7. Psoríase Artropática (Artrite Psoriásica): Acompanha a inflamação das articulações, causando dor e rigidez, similar à artrite reumatoide.
Causas:
A psoríase é uma doença multifatorial, com causas exatas ainda não completamente entendidas, mas geralmente inclui uma combinação de fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Entre as principais causas e fatores desencadeantes estão:
1. Fatores Genéticos: Existe uma predisposição genética para a psoríase, com cerca de 30% das pessoas com psoríase tendo um parente de primeiro grau com a doença.
2. Disfunção do Sistema Imunológico: A psoríase é considerada uma doença autoimune, onde o sistema imunológico ataca por engano células saudáveis da pele, acelerando o ciclo de renovação celular.
3. Fatores Ambientais: Estresse, lesões cutâneas (fenômeno de Koebner), infecções (como a estreptocócica), consumo de álcool, tabagismo e certos medicamentos podem desencadear ou agravar a psoríase.
4. Clima: O frio tende a piorar os sintomas, enquanto o clima quente e a exposição ao sol podem aliviar.
A psoríase não tem cura, mas existem diversos tratamentos disponíveis para controlar os sintomas, desde tópicos (cremes e pomadas) até terapias sistêmicas (medicações orais e biológicos). O manejo da doença é essencial para melhorar a qualidade de vida dos afetados.